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08 agosto 2014

Deguste um livro: Agentes do Reino

Chegou mais um dia de Deguste um livro, coluna participante da Bienal Online, projeto que aproxima leitores dos autores nacionais por meio de entrevistas, bate papo ao vivo e sempre trazendo um pedacinho do livro para ser degustado pelo leitor. O livro de hoje é da autora Marcela Dantas, e o título é Agentes do Reino. 
"Agentes do Reino" está dentro da proposta "Livros que despertam", que são histórias com bons valores, sendo muitas delas de cunho cristão, na Bienal Online já passaram os autores Nanda Meireles, Renata Martins, Priscila Reis Andrade (eu rs) e agora a Marcela Dantas com "Livros que despertam".  


Hoje à noite tem bate-papo ao vivo com a Marcela, participe! Acesse o facebook da Bienal Online e fique por dentro!

Acompanhe agora a sinopse de Agentes do Reino!

SINOPSE
Agentes do Reino conta a história de um pré-adolescente que descobre a existência de uma dimensão paralela — o Reino. Embarque com Brupe nesta fantástica viagem pela dimensão do Reino e aprenda com ele a lutar contra as forças inimigas: o Príncipe das Sombras e seu exército do mal. Conheça também o Grande Rei, o grande e poderoso governador do Reino que criou todo o Universo para nele se revelar.

11 julho 2014

Deguste um livro: Viajantes do Tempo 1 + Encontrando Perdão e Dívida Eterna (novo)

Essa semana está sendo muito especial para mim! Estou participando da Bienal Online como escritora pela primeira vez! \o/ 
Como o blog faz parte da Bienal colocando o primeiro capítulo dos livros dos autores convidados, hoje você vai poder ler um pouco dos (isso mesmo, plural *--*) meus livros
Nesta postagem teremos o primeiro capítulo de Viajantes do Tempo, para refrescar a memória de vocês, foi este livro que ganhou o concurso de literatura da Secretaria de Cultura do Estado do Espírito Santo, na categoria de melhor Romance de autor estreante. 
Os outros livros, Encontrando Perdão (revisado profissionalmente, ó que chic!) e Dívida Eterna (completamente novo, reformulado e lindo!) postarei aqui também e eles estarão disponíveis para leitura online. Imperdível!
Ah, e tem Bate-papo comigo ao vivo hoje, pelo facebook da Bienal Online. Não perca! Acompanhe também as entrevistas super legais que dei para a Bienal:


Com vocês, Viajantes do Tempo 1:

Sinopse:
Elisa seria uma garota normal do 2º ano do Ensino Médio se não fosse pelos sonhos estranhos que vem tendo. São guerras no deserto, chuva de inundar o mundo, pessoas que viveram antes das civilizações, e o pior: está ficando cada vez mais real, a ponto de poder sentir o chão tremer e ouvir vozes. Se não bastasse isso, descobre que Paloma, sua colega de classe, está interessada no garoto por quem Elisa tem um “sentimento indefinido”. 
 Tudo estava indo relativamente bem, até que sem querer a coisa mais sinistra do planeta aconteceu: ela e seu melhor amigo, Caio, ficaram presos dentro de uma sala onde estava caindo um temporal, com isso, foram mandados, por um ser chamado Sabedoria, para uma viagem pelos tempos antigos a fim de viverem aventuras extraordinárias regadas aos ensinamentos da Srtª S. 
 Viajantes do Tempo é mais que uma viagem histórica, é uma Aventura Bíblica!





Dívida Eterna
Sinopse:
Mônica achava que o casamento era uma fase repleta de momentos felizes e de duração infinita, mas ao se casar descobre que não está preparada para as dificuldades de uma relação a dois e que elas podem levá-la ao temido divórcio. A aliança feita no altar agora só faz lembrar de dores e sofrimentos, e as brigas apagaram o brilho da união. Mas será que há esperança para um casamento falido? No meio de incertezas pode existir algo que traga dias melhores.




Sinopse:

O frio do inverno parecia dar uma trégua. Seria bem melhor se ele fosse logo para longe, assim as flores poderiam dar o ar de sua graça. Foi neste inverno que Carolina conheceu aquele que faria seu coração, até então frio e solitário, aquecer. Mas nada é tão fácil como parece, principalmente porque está prestes a mudar-se com os pais, que não convive bem, para o Sul. Seu ser está em constante batalha, mas este mal pode ser dissipado se ela escolher realizar uma difícil tarefa... perdoar.
''De pinturas em quadros até descobertas que podem mudar sua vida, esta história irá emocioná-lo mais do que finais felizes de contos de fadas, e levá-lo a compreender o que um sentimento verdadeiro pode alcançar. '' 






PARA MAIS INFORMAÇÕES SOBRE ESTES E OUTROS ROMANCES CRISTÃOS ACESSE:



08 setembro 2013

Bienal Online + Trecho de livro 11

Hoje é o último dia da Bienal Online :(
Tem sido momentos muito legais estar na companhia de vários autores brasileiros e poder conhecer o trabalho de cada um deles. No 11º dia você irá conhecer "Alecognição", uma aventura de suspense do autor Leo Vieira.




CAPÍTULO 1

    Em Construls, todos se reúnem para mais uma partida de horogamia, o jogo dos espíritos. Em diversas eras, eles tiveram êxito, sempre se divertindo. O planeta era selecionado, as efemérides expostas e todos determinavam o campo de atuação. Roubo, morte e destruição eram os objetivos básicos, porém tinha que ser realizado de forma sincronizada, engrenada e elegante, como uma orquestra, afinal, eles estão em grupo. No fim, são contabilizados os feitos e proezas e se determina o vencedor. Kalel sempre ficava no pódio ou ficava entre os primeiros colocados. Ele é muito estratégico e pensa pela equipe também. Sabe onde atuar e em todas as partidas que mestrava, sabia como reger as atuações e tirava tudo de letra. Nunca deixava a pontuação dos parceiros diminuir, quando estava por perto. Nessa partida, quis fazer diferente. Já estavam no ciclo da tecnologia nas galáxias dos planetas menores que sobrevivem com sóis amarelos. Esse campo do Universo é mais simples e não necessitava de tanta atenção. Por isso nesta partida, não quis mestrar e quis ficar só como oponente em meio ao grupo.
    Os cinquenta demônios se reuniram no novo Construls, com vista para várias galáxias, e também para a Via Láctea. Construls é um poliedro cristalizado e com refração indefinida, que também serve de camuflagem para não serem incomodados por outros espíritos. Possui oito lados, mas os lados indefinem para sete ou nove quando se aproxima matéria não reconhecida e esperada, como cometas e demônios que não são competidores. Dessa forma, Construls muda de rota sem interferir nos que estão competindo na horogamia. Os demônios atrasados, ao chegar a distância determinada, devem teleportar para dentro do poliedro porque todos os lados são fechados e não há passagens ou rotas de fuga.  Os anjos não interferem no jogo porque os demônios já foram vencidos e com isso possuem apenas um intervalo para sua recreação com o espaço.
    Kalel é alto e pálido. Tem nariz protuberante e testa alta. Longos cabelos dourados e olhos negros e sem brilho. Em uma mesa redonda de cristal foi colocado a efeméride, o tabuleiro da horogamia, desenrolado  os pergaminhos principais e espalhados os prismas com os códigos e as peças do tabuleiro.  Desta vez, Kalel quis raciocinar como um jogador comum e deixar a partida correr normalmente. Todos os demais foram se agrupando e ocupando seus lugares. Sharkara, a bela demônio cantora com cabelos cor de mel e cintura de pilão, capaz de tirar a atenção de qualquer criatura vivente; Apuh, o demônio indígena que domina os mistérios das naturezas interplanetárias;  Jordi, o corcunda medroso; Manthos, o demônio-caveira que guarda o material da horogamia; Moloca, a demônio-vaca nanica e mau-humorada que vive reclamando; Amono, o demônio-carneiro com seu machado e serpentes a volta; Baste, a demônio-gata, Sammael, o demônio-serpente,  Fauno, o demônio-bode e bajulador de Sammael; Asmode, a demônio da sedução de cabelo roxo; Balaon, o capitalista de cabelo longo azul; Hershell, a sereiazinha ruiva; Eurônimo, o príncipe da morte; Buphamat, o demônio-boi com seu martelo; Lecion, o barrigudo e bigodudo bajulador de Buphamat; Supai, o demônio indígena; Apollo, o demônio do espelho;  Belzeb, o demônio-mosca; Damballa e Mandalla, as serpentes gêmeas e siamesas; Astaroth, a demônio das ilusões; Mania, a demônio rainha do sol; Oloron, o velho demônio zelador  das galáxias; Pierron, o demônio- palhaço macabro; Beemote, o demônio-elefante; Hariman, o demônio-árvore; Salix, a demônio-bruxa; Abadun, Shivan e Plutão, os demônios do abismo; Hecatis, a demônio do abismo com o seu cérberus; Mardok, o devorador de sonhos; Nergol, o trapaceiro; Yamma, o corvo oriental; Sekmeh, a demônio-gestante grávida do ódio e gerando a vingança; Olga Marina, a demônio aquática, que também domina ciências botânicas; Joci Kerak, o demônio das artes; Lord Kalvec, o demônio-bruxo; Mantro, o demônio sem boca; Azazel, a demônio alta, instrutora de guerra e beleza, que irá mestrar a partida pela primeira vez; Sete, o demônio de baixa estatura que monitorará o tempo da horogamia com o prisma-cronômetro; e os oito mentores que auxiliarão os competidores em dúvidas durante a partida: Ganímedes, Calixto, Caronte, Phobos, Deimos, Mankar, Arkab e Kaitos.
      Os oito mentores se posicionaram a volta dos quarenta competidores. Azazel preparou os pergaminhos necessários para dar as primeiras ordens de partida da horogamia. Sete preparou para ajustar o prima-cronômetro. Todos estavam compenetrados na partida, menos Kalel, que desta vez ficaria mais relaxado como um competidor comum. Azazel estava fazendo as últimas leituras porque também iria entrar na horogamia e Sete estava atento esperando a primeira ordem. Um filete de luz passou por Construls, mas não despertou atenção de ninguém, somente um olhar rápido de Mantro.

07 setembro 2013

Bienal Online + Trecho de livro 10

A Bienal Online está chegando ao fim :( Mas calma, hoje você ainda tem um romance para degustar. "Amor, és real" é da autora Daniele Nhasser, que estará no bate papo às 20h.

Acesse o link e leia pelo Issuu o trecho do livro da Daniele.




06 setembro 2013

Bienal Online + Trecho de livro 9

"Cabra Cega", romance da autora Sheila Ribeiro Mendonça, é o livro que você vai conhecer neste dia.
Não perca hoje à noite, 20h, o bate papo especial com a Sheila junto com o pessoal da TSA sobre publicação independente. 




         Capítulo 1
              O casal estranho
           RIO DE JANEIRO, RJ.
Rio de Janeiro, ano de 1997, em uma vila no bairro de Botafogo onde só moravam famílias de classe média o casal Gustavo e Clara decidiu que seria ali o seu mais novo ninho do amor. Na vila todos eram bem unidos e faziam sempre questão de receber bem os novos vizinhos. Mas com o casal tiveram que fazer diferente, pois se mudaram de madrugada. Logo, ninguém viu.
A curiosidade continuaria por mais tempo se não fosse Fernandinho que, como toda criança, era curiosa. Um dia ele parou em frente à casa do casal, até então supostamente vazia, e observou que nas janelas já estavam cortinas novas. Ao descobrir o que tanto procurava fez o maior estardalhaço provocando assim uma enorme surpresa em todos. Ninguém havia percebido nenhuma movimentação de mudança.
Dentro da casa não havia nada de anormal e aos poucos Clara começou a arrumar do jeito que seu marido pediu. As cortinas foram colocadas na madrugada que se mudaram para que pudessem ter total privacidade. Haviam levado somente as roupas e pertences pessoais, já os móveis Gustavo queria ir comprando. Nos dias que se seguiram Clara supervisionou os pintores à distância sem falar e nem olhar para ninguém. Queria tudo em tons pastéis com detalhes em branco. Na parte de fora da casa o marido havia lhe permitido dar palpites.
Na vila todos comentavam a frieza do casal e estranhavam muito o fato de terem escolhido morar em uma vila, já que faziam questão de não falar com ninguém. Nos dias que se seguiram Clara, sem que o marido percebesse, começou a quebrar o gelo pelo menos com os vizinhos ao lado de sua casa. E sempre que podia cumprimentava a todos, de crianças a idosos. Com isso as pessoas começaram a simpatizar com a jovem, mas continuaram sem entender o porquê de tanta subserviência. Depois de tanto tentar disfarçar teve um dia que Gustavo viu e a proibiu de continuar falando com as pessoas, mas Clara achava um absurdo e não estava disposta a obedecê-lo dessa vez.
Naquela tarde Gustavo resolveu fazer uma surpresa e chegou mais cedo pegando sua mulher no maior flagra conversando com os vizinhos que se aproximavam cada vez mais, Dona Mariana e Seu Edgar. Estes não entenderam nada quando Gustavo chegou nervoso e puxou a mulher pelo braço sem cumprimentá-los. Atônitos, o casal continuou na porta pensando em como aqueles jovens eram estranhos e no quanto não fazia sentido aquela linda menina ser tão submissa. Será que ela não tem família? E se tem o que será que eles acham desse casamento? Será que sabem como a filha é tratada?

05 setembro 2013

Bienal Online + Trecho de livro

O autor convidado de hoje é o Cláudio Quirino, que vai estar no bate papo da Bienal às 19h30 contando de seu romance "Como amar em uma semana", com lançamento previsto para janeiro. A seguir você poderá ler o trecho dessa história:

O amor é mesmo um presente engraçado e imprevisível. Acontece quando a gente menos espera, sem dar avisos ou sem deixar recados. Simplesmente acontece. A grande maioria das pessoas costuma desesperadamente buscá-lo em alguém que seja como elas, que cultivem os mesmos gostos, hábitos ou modelos de pensamento, mas esquecem que o amor não precisa ser necessariamente igual.
Precisa ser, apenas, motivado pelo desejo compartilhado de mantê-lo vivo.
Nem todos os melhores e mais invejados amores do mundo conseguirão explicar a fórmula mágica para fazer dar certo, ao contrário do que alguns pensam. Cada uma das pessoas com quem convivemos honestamente sabe disso. Não existe uma fórmula para o amor válido e sem desvios. Pense no quanto os amores diariamente se desentendem – ou se afastam –, mas não pense nisso como a pessoa mais pessimista do mundo, porque nem sempre as discussões têm o poder de afastar o que conquistamos do nosso próximo.
Admire o lado bom da vida, que renasce todas as manhãs especialmente para você – curta alegremente cada instante dela – e incentive as pessoas que você ama e conserva por perto, em qualquer situação, porque sempre estarão contigo, sempre serão por você.
E quanto ao seu amor – seja quem for –, nunca o perca de vista.
Conquiste, se precisar conquistá-lo. Entenda, se precisar entendê-lo.
EDITORA APED/2014
GÊNERO: ROMANCE

Bienal Online + Trecho de livro 8

Estamos chegando a reta final da Bienal Online, no oitavo dia você pode ler o primeiro capítulo do romance "O despertar da paixão", de Diéssica Nunes Sales.



CAPÍTULO 1

Nicole Rodrigues era estudante de psicologia e escritora. Residia na cidade de Juiz de Fora e tinha 18 anos.
Sempre fora sonhadora. Desde pequena sonhava em ser uma escritora reconhecida. E não ficava apenas no sonho. Ela havia escrito vários contos e pensamentos, além de um livro.
Gostava ler. Seu primeiro livro foi O Pequeno Príncipe. Logo que leu, surpreendeu seus pais, pedindo mais um livro de presente. Ganhou uma versão para crianças de Sonho de Uma Noite de Verão. Após lê-lo, pediu mais outro livro a seus pais.
Aos dez anos escreveu seu primeiro pensamento. Tímida, não mostrou para ninguém. Com o passar dos anos, acumulou pensamentos, poeminhas e contos. Porém, com quase quinze anos resolveu escrever seu primeiro romance.
Desmotivada com a falta de oportunidades para escritores brasileiros, Nicole abandonou temporariamente seu projeto; porém, sonhadora e lutadora como era, jamais deixaria um sonho morrer.
Amante de todo o tipo de arte, além de escrever, desenhava como ninguém, pintava quadros a óleo e ainda tocava violão. Além de todos estes dons, tinha outro que nunca pensara em utilizar profissionalmente: a sua belíssima voz.
Durante um tempo, fez parte de um grupo de teatro amador com mais quatro amigos. Ensaiavam trechos de novelas, peças ou filmes todos os sábados em seu apartamento. Com tanto amor à arte, envolveu-se com o mundo do teatro e da música. Passou a ir para o Rio de Janeiro todos os finais de semana para ver uma peça ou visitar os amigos que fizera.
Com essas viagens, conheceu muita gente, e uma dessas pessoas é a querida e talentosa atriz Ana Roumec.
Nicole e Ana se conheciam havia um ano. Apesar da distância, se comunicavam quase diariamente através de sms ou uma rede social.
Apesar de amar tanto a arte, também amava a ciência. E essa é a razão para que não estivesse em uma faculdade relacionada à arte. Nicole estava no 2º período de Psicologia. Até seus 17 anos, não sabia o que queria fazer. Pensava em Letras, já amava escrever. Mas sentia que ainda não era o que ela queria. Até que então, faltando pouco tempo para a inscrição no vestibular pensou em Psicologia.
Uma amiga, recém-formada no curso, foi uma das influências para que ela o escolhesse.
Após ler um pouco sobre Psicologia e conversar com sua amiga, Nicole se interessou mais pelo tema de grande abrangência. Têm-se da ciência mais pura que é a Neuropsicologia até a psicologia transcendental, aquela que estuda o espírito humano, e que nem é aceita pelo Conselho Federal de Psicologia.
Apesar de estar gostando demasiadamente do curso, ela não tinha ideia de que área seguir. Gostava um pouco de tudo: da neurociência, da psicologia comportamental e de algumas linhas psicanalíticas.
Ela era grande fã de um cantor chamado Fred Muniz. Seu maior sonho era conhecê-lo. Tinha, inclusive, um fã clube no twitter chamado @Fred_MeuTudo. Também era viciada em filmes e seriados.

04 setembro 2013

Bienal Online + Trecho de livro 7

"Luz da lua - A caçada do imortal" é o livro que você poderá degustar hoje, do escritor Diego Medeiros. Leia a entrevista que ele deu ao blog O reino de Betra e acompanhe as novidades da Bienal pelo facebook.



Capítulo I
Festa de Formatura

         Juiz de Fora, Brasil, dezembro de 2047.

Milena acordou de um breve cochilo que teve no carro durante a viagem, por causa da luz do sitio batendo em seus olhos. Apesar de ser um trajeto curto de meia hora de carro, entre sua casa e o local da festa, ela estava cansada o suficiente para se entregar ao sono, caso ficasse sentada por mais de cinco minutos. Havia feito aquele mesmo trajeto duas vezes durante o dia, desde as cinco da manhã, quando foi até o sítio que havia alugado para dar os retoques finais na festa de formatura da sua turma de terceiro ano do ensino médio, da Escola Estadual Delfim Moreira, conhecido na cidade de Juiz de Fora também como Grupo Central. Ela havia sido escalada para organizar a festa, pois fazia parte do grêmio da turma e porque era muito bem recomendada pelos professores, por causa de sua competência e seriedade. Também era muito popular no colégio por sua inteligência e beleza, simples e incomum. Milena era uma mistura diferente de raças. Seus avôs paternos eram de origem européia, enquanto os maternos tinham descendência indígena, o que deu a Milena uma aparência peculiar. Cabelos longos e lisos, negros como a noite mais densa, olhos verdes vivos, pele morena avermelhada e curvas um tanto exageradas, como ancas largas e seios medianos.
         Estava a bordo de um Sedan, modelo 2040, movido a hidrogênio que seu pai dirigia, comprado há alguns anos, depois de ter se aposentado da indústria de material bélico, onde trabalhou fabricando munições. Sebastião era um quarentão bem apresentável, ruivo de olhos verdes, apesar de ter uma leve calvície e uma barriga saliente. Ao seu lado estava sentada Joana, sua segunda esposa, madrasta de Milena. Ela era cinco anos mais jovem, tinha cabelos castanhos lisos e um corpo cheio de grandes curvas como o de Milena, o que às vezes faziam as pessoas pensarem que elas eram mãe e filha. Todos usavam roupa de gala, traje exigido pelo diretor do colégio para a festa de formatura. Sebastião usava um terno de microfibra prateado, com gravata da mesma cor, e Joana trajava um vestido vermelho longo sem alças, com um decote que realçava bem os seios e causava ciúmes em Sebastião.
         Chegaram ao sítio pouco depois da festa ter começado. Assim que desceu do carro, Milena foi saudada pelos seus amigos do grêmio, os primeiros a chegarem, e por Suzana, sua melhor amiga, uma das garotas mais bonitas da cidade, modelo de várias grifes nacionais.
         -Que demora, hein, amiga? E que cara de sono é essa? - perguntou Suzana, sorridente. Era loira, com cabelos lisos e muito dourados, olhos castanhos com tons esverdeados, cintura fina e quadril médio, e com seios pequenos, um pouco menores que os de Milena. Usava um vestido rosa com alças finas e as costas abertas. Esse corpo e sua simpatia e carisma fizeram de Suzana uma jovem modelo, famosa internacionalmente, contratada por várias grifes e com dezenas de desfiles fora do país no currículo. Mesmo assim, ela insistia em estudar em uma escola pública, apesar de ser milionária.

03 setembro 2013

Bienal Online + Trecho de livro 6

"O Rei do morro" é o livro de Michelli Mortari que você irá conhecer hoje na Bienal Online .

Às 20h a Michelli vai participar do bate papo com leitores e novos autores, não perca!
Acompanhe tudo pelo facebook da Bienal Online.


Sinopse: Daniel, morador e traficante da maior favela do Rio de Janeiro, se vê em mais um conflito pessoal com seu arqui-inimigo, Verruga, ganhando deste, uma importante batalha. Sai para comemorar na agitada noite carioca e esbarra em Alice, uma jovem doce e determinada que lhe abrirá novos horizontes. Mas os reveses pesam sobre o rei do submundo. O King, como é conhecido, apaixona-se por Alice e decidido a tê-la sob qualquer circunstância inventa uma nova identidade a fim de conquistá-la privando-a da sua negra realidade. No auge dos acontecimentos, Daniel tem sua verdade exposta por seus inimigos em uma retaliação onde a vítima principal é sua amada, que depois de sequestrada e torturada, descobre que o bom moço por quem se apaixonou é, na verdade, o maior traficante de todos os tempos. Em retaliação, Daniel e Alice passam por grandes apuros nas mãos dos inimigos do King. Abrem-se os portões do inferno no morro. Uma nova guerra por domínio e poder inicia-se. Para Daniel, o que será mais importante? Seu reino ou seu amor? Torturado por essas questões, ele deve tomar a decisão que mudará a história do morro e de sua vida.


PREFÁCIO

Daniel está sem tempo. O morro está prestes a ver outra noite sangrenta. Seus soldados estão preparados e o inimigo não espera. O Rei Do Morro não foge à luta. Fora traído, mas isso não significa nada para quem tem o poder nas mãos e agora, ele só quer comemorar a batalha vencida.
O destino, ou talvez a Providência Divina, ele não saberia dizer a diferença, o leva ao encontro da garota com a qual nunca ousou sonhar: Alice.
Se existe amor à primeira vista, então foi isso que aconteceu com ele.
Um simples encontro pode mudar toda uma existência.
King está experimentando os sabores de um verdadeiro amor, mas ele cultivou ódio por tempo demais para viver em paz. Seus inimigos planejam a mais covarde retaliação e agora o Rei terá que lutar uma verdadeira guerra para ter o seu anjo de volta.


CAPÍTULO UM

02 setembro 2013

Bienal Online + Capítulo especial de lançamento "A mensageira"

O dia de hoje é especial na Bienal Online, porque "A mensageira", livro que Márcia Albuq, está sendo lançado. A seguir, com exclusividade, o primeiro capítulo do livro.

No blog "O reino de Betra" você confere a entrevista de Márcia sobre sua nova obra, e logo mais a noite, 19h, você pode participar do bate papo com ela, através do facebook da Bienal. 


Convite

Enquanto Sophi tentava se concentrar sobre uma pilha de livros expostos em uma das mesas da Praça do Suicídio, como é conhecida no bloco de Economia da Universidade Federal da Paraíba, ao longe Pedro a observava e caminhava em sua direção. Calça de linho azul escuro, blusa branca de botões dourados que combinavam com seu brinco pequeno se destacando em meio ao cabelo negro preso por uma caneta azul. Nas mãos muitos papéis e nos pés um toque de ansiedade pelo balanço constante que batia suave e insistentemente na cadeira da frente. O assunto parecia não querer entrar em sua mente e, por alguns segundos, ela soltou os papéis e colocou as mãos na mesa inclinando a cabeça num instante de descanso. Pedro aproveitou esse momento e sentou logo a sua frente sem que ela percebesse.

– Um chocolate pelos seus pensamentos inquietos? – sentado à frente de Sophi estava ele com as duas mãos apoiadas na mesa e o queixo sobre elas à espera do turbilhão de reclamações que viria pela frente.
– O que você quer “apóstolo Pedro”? – Sem erguer a cabeça ela responde deixando que seu stress ressalte com ironia ao amigo de longas datas.
– Sophi, você realmente está azeda, nem mesmo o apóstolo Pedro conseguiria se aproximar ou te aguentar. Vim em missão de paz, somente – disse quase se preparando para sair e deixá-la sozinha com seu azedume.
– Desculpa Pedro, desculpa! – ressaltou levantando-se e segurando em sua mão para que ficasse – Desculpa mesmo, estou cansada, há dias não estou conseguindo dormir bem, estou com muito trabalho e sem render, finalizar.
– E sem conseguir gostar, não é? –soltou a sua mão da dela e contornou a mesa comprida sentando-se ao seu lado. Cruzou os braços sobre a mesa como apoio e se pôs a olhá-la, enquanto ela silenciosamente, de olhos cabisbaixos, pensava em suas escolhas – Até hoje eu não entendo o porquê de você insistir neste curso Sophi. Você é inteligente, se esforça, é a melhor aluna, mas é tímida, não gosta de se expor, de falar em público, não tem prazer, se mata e o pior, não vive a vida, se dedica por um curso que só te enfurece, te estressa. Tudo é tão curto e transitório que se você parasse para pensar veria o quanto tem desperdiçado da vida. – Num impulso deixou que sua mão tocasse os cabelos dela colocando uma parte atrás da orelha que o impedia de ver o desenho do seu perfil. 



Bienal Online + Trecho de livro 5 e uma novidade

No quinto dia da Bienal Online você vai conhecer a Márcia Albuq, que está lançando seu segundo livro hoje aqui na Bienal. Acompanhe pelo facebook todas as atividades do lançamento, e agora leia o primeiro capítulo de "Comprometida", a primeira obra da Márcia.

A novidade está no fim desse post.



“Não sabia se seria o início ou o meu fim, mas tinha certeza que jamais seria a mesma depois daquela temporada.”

     
        Chegada


Se luz é um bom sinal, tenho certeza que chegamos com bons ares ao litoral da Paraíba, uma cidadezinha de praia no meio do nada, o sol estava literalmente fervendo. No primeiro instante percebi que se tratava de uma cidade ensolarada, banhada por águas cristalinas e muito calor. Estamos em pleno verão, muitas pessoas iriam aproveitar as férias, a praia estará lotada, ideal para uma comunidade de ciganos nômades que ganha a vida com o comércio. Esse foi meu primeiro pensamento ao olhar pelas frestas da cortina do carroção.
Despertamos muita curiosidade e instigamos vários olhares, pois somos no mínimo para quem nos olha ‘misteriosos’, e isso faz parte do nosso cotidiano em cada cidade que nos instalamos. Costumamos despertar interesse e fazemos uso de todo esse mistério que nos cerca, seja por nossas danças, por nossos costumes, ou mesmo, por nossa vida um tanto desregrada para muitas pessoas. Ao passar pela cidade podemos perceber as conversas e olhares das pessoas curiosas, eufóricas com a nossa chegada, querendo saber quem somos e o porquê de estarmos ali.
Seguimos caminho por entre a mata descampada da região para encontrar a propriedade “Estrela Nova”. Esta propriedade é uma terra cigana, pertencente a um membro do nosso clã que se estabeleceu na região do sul, mas que a deixou nas mãos do meu avô caso precisasse assentar naquela região. Apesar de muito grande, em toda a área só existia uma identificação que era uma placa com o nome da propriedade. Ao pararmos em frente, pude afastar a cortina do carroção e olhar o horizonte, o verde da mata se encontrando com uma linhazinha do mar ao longe, era realmente, a imagem mais linda que tinha visto nos últimos tempos.
O sol brilhava forte, saímos dos carroções e começamos a assentar, minha família e as várias outras que compunham nossa comunidade. Não existia portão ou muro que demarcasse a área, ela era aberta e a imagem daquele lugar era a natureza por toda parte, árvores com frutas que eram exibidas de forma atraente e apetitosa, pássaros e ao longe o mar. Em um espaço formado entre as árvores, os homens do nosso clã tomaram toda a manhã para retirar o mato e deixar a areia branca e firme, pois precisávamos de um espaço em que pudéssemos parar os carroções em círculo.

Bienal Online + Trecho de livro 4

No quarto dia da Bienal Online você pode ler o prólogo e primeiro capítulo do livro "Andanças", de Carissa Vieira.



Prólogo


Ser imortal é um fardo bem mais pesado do que se pode imaginar. Os dias vêm e vão, os anos passam, as pessoas que você conhece são levadas embora, porque o destino de todo ser humano é morrer. A grande ironia é que a morte é um dos maiores temores de qualquer humano. Muitos seriam capazes de vender sua alma para obter a suposta dádiva da imortalidade. Não escolhi me tornar o que sou, e se soubesse que a eternidade pode ser solitária e vazia, viver como um vampiro não seria uma decisão que tomaria. Não é bonito, muito menos feliz. É uma vida de escravidão que rouba tudo o que é bom e real. Você aos poucos se transforma em uma máquina de destruição, enchendo de tristeza e dor qualquer lugar que entre.
É mais fácil deixar que o monstro sedento por sangue passe a guiar todos os seus passos. Sufocar sua própria dor e desilusão com a vida e permitir que a raiva aflore e tome conta. Deixar que a energia vital presente em um corpo vivo transborde para dentro de você, enquanto o sangue quente desce garganta abaixo e a morte abraça o que há pouco era vivo.
Eu me vi assim, deixando que os traços de humanidade um dia tão característicos, fossem enterrados em algum lugar profundo e obscurecido. E as trevas gradualmente se instalassem em mim. Vi a dor e a morte nos olhos de inocentes; assisti ao caos e à destruição e me deliciei com isso.
É claro que uma pequena fração da minha consciência às vezes me lembrava que um dia havia sido tão frágil quanto qualquer humano, mas é da natureza de um vampiro ignorar qualquer traço de humanidade. Eu, com certeza, fiz questão de deixar qualquer pedaço de uma anterior mortalidade de lado. Quis me transformar em um ser oco, repleto de maldade, luxúria, ambição e morte. E a outros infligi o mesmo destino cruel que impuseram a mim.
Hoje, quando relembro todas as fases da minha vida, o que passei e fiz para me transformar no vampiro que sou agora, não sinto orgulho. Nem poderia. Sei que andei por caminhos tortuosos, cruéis e sem sentido algum; mas que foram necessários para que pudesse descobrir que existe mais na vida, até para alguém como eu. O mal ainda está em mim, sempre estará, mas hoje eu o controlo, não o contrário.

31 agosto 2013

Bienal Online + Trecho de livro 3

No dia de hoje o trecho que você irá ler é de "Herdeiro da névoa", livro escrito por Raquel Pagno.

Lembrando que às 20h tem o bate papo com ela. Acesse a Bienal Online pelo facebook e participe.





Prefácio

 Por quem você venderia a sua alma?
Tal indagação me soaria estranha até há pouco tempo.
 Eu certamente julgaria a resposta óbvia demais: filhos, amores, pais... uma leva de entes queridos por quem o faríamos facilmente. Jamais pensei que a escolha pudesse ser feita para salvar a vida de um inimigo...
Muitos anos se passaram. Estou sentado na cadeira dura do meu escritório, num luxuoso hotel no centro de Paris, diante da minha velha máquina de escrever. ‘François Roux – Advogado’ é o dizer entalhado na antiga placa de madeira, por mim pendurada cuidadosamente diante da porta da suíte. Ainda sinto orgulho deste nome e deste título, embora há muito tempo não receba nenhum cliente nem tenha mais energia ou vontade para atender algum.
Observo as gotas de chuva que escorrem pela vidraça em minha frente, lentas, juntando-se umas às outras. Penso que as palavras sairão de minha mente como essas gotas de chuva, com tamanha profundidade e ao mesmo tempo com uma transparência suficientemente cristalina, tal que se possa ver através delas.
Aperto os olhos, tentando vencer as sombras da tempestade que se derrama sobre a cidade. Lá embaixo, um vulto se move, correndo pela rua alagada em direção ao meu prédio. Levanto-me rápido, precisamente a tempo de definir a silhueta da mulher sob o guarda-chuva; o mesmo belo demônio que me enfeitiçou.
Quando retorno ao meu assento, a fim de concluir a missão de escrever minha história, ela já está tão próxima que posso ouvir seus passos através da porta fechada da suíte transformada em meu escritório particular. O toc toc dos saltos pontiagudos sobem impacientes pela escadaria.
De certa forma, creio que o habitual não uso do elevador seja uma forma implícita que ela arranjou para me anunciar sua chegada. Como se eu não a sentisse, como se não fôssemos parte de um mesmo todo, um único ser dividido em duas partes.
Não quero abrir a porta. Ela me confunde, rouba-me a inspiração. Tenho de me concentrar nas letras, nas teclas a minha frente. Não vou levantar-me e deixá-la entrar outra vez em minha casa para roubar-me as forças e as esperanças, impedir-me de contar a verdade.
Recolho-me em toda a insignificância de uma criatura que desafia seu criador. Recolho-me em meu silêncio e ignoro os nós dos seus dedos que batem insistentemente à porta. Percebo, pelo tom das batidas, que ela está ansiosa. Sua mão está trêmula e insegura.
Talvez a verdade que decidi expor seja também a verdade dela, não tenho certeza. Seus passos estão se distanciando da porta, voltando pelas mesmas escadas que a trouxeram para cá, para mim.
Se ela não o quisesse, jamais me permitiria tamanha liberdade. Se não desejasse ardentemente que sua história fosse contada, apenas me impediria. Ela sempre consegue fazer de mim o que quer.

30 agosto 2013

Bienal Online + Trecho de livro

Olá, galera! O blog Eclética foi convidado para participar da Bienal Online, que divulga autores nacionais, com destaque para aqueles que publicam de forma independente. Serão onze dias, e iniciou ontem pela manhã com a entrevista da autora Dill Ferreira, confira.


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Agora você vai ficar conhecendo um pouco da obra feita pela Dill, "Casamento por aparências".




CAPITULO I


- Não posso aceitar esse tipo de ajuda! – Falava Amanda para se mesma.
Como ela iria explicar ao seu filho e sua família, que iria se casar com Antônio somente para destruir as esperanças de Breno, de voltarem a viver juntos.
Seu filho, embora acostumado com a ausência do pai, jamais entenderia uma situação dessas com seus cinco anos de idade.
- O que devo fazer? – Perguntou-se. Preciso apagar qualquer possibilidade de voltar a viver com ele. Não voltaria jamais a viver com um homem em quem não poderia confiar novamente, não resistiria nem mesmo por seu pequeno filho. Não depois do que Amanda viu.
Pensamentos dolorosos, porem já superados, vieram á cabeça de Amanda. Naquele dia ela e o filho, foram à casa dos sogros visitá-los. Quando chegaram os sogros não estavam em casa, mas Amanda viu o carro do marido na garagem dos fundos e foi procurá-lo pela casa. Procuraram por ele na parte inferior da casa, mas não o encontram. Curiosa pelo sumiço do marido, Amanda foi procurar na parte superior onde ficavam os quartos. Estava tudo em silêncio, mas ele teria de estar lá, Breno não deixaria de ir com seu carro nem na esquina. Amanda então foi procurá-lo no quarto onde ele dormia quando solteiro.