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28 julho 2012

Especial Walt Disney: Enrolados (Tangled - EUA - 2010)


Enrolados é o 50° filme dos estúdios Disney e foi baseado na famosa história de Rapunzel.
Não se sabe ao certo qual a verdadeira origem da história (em qual país ou qual autor a criou), a única coisa que afirmo é que a história surgiu na Europa e houveram 3 (4) principais autores, sendo que um (2) dos autores nós sabemos que “criou” apenas uma versão (transcrição) de uma história já existente e inclusive publicada. Essa versão é a versão dos Irmãos Grimm. A verdadeira disputa da autoria da história talvez fique entre dois autores; o italiano Giambattista Basile, que escreveu Petrosinella em 1637, e a francesa Charlotte Rose de Caumont de la Force, que escreveu Persinette em 1697 (apenas à caráter de informação, a versão da francesa foi a base dos Grimm e é a versão que nós conhecemos hoje), porém, independentemente de qualquer coisa, nós sabemos que naquela época as histórias eram mais contadas verbalmente e é muito difícil identificar um “verdadeiro” autor da história, pra falar a verdade o verdadeiro autor, nós provavelmente nunca saberemos quem foi, sendo assim, é mais conveniente apenas identificar esses autores citados como pessoas que fizeram as suas próprias versões de uma mesma história já contada e recontada na época em que viveram.

Voltando ao filme, na versão dos estúdios Disney os roteiristas quiseram inovar... E conseguiram!  
Apesar de ser uma história bastante antiga, nós temos uma perspectiva nova e melhor trabalhada do romance e das aventuras do casal apaixonado.

O filme se inicia com o protagonista Flynn Ryder (Eugene) nos narrando o começo da história, ele nos conta que há muito tempo uma gota do Sol caiu na Terra e essa gota brotou criando assim uma flor mágica, que possuía certos poderes, porém, uma senhora (Gothel) descobriu essa flor e a escondeu de todos. Gothel usava uma espécie de encantamento para ativar os poderes da flor. Ela cantava uma canção, assim a flor mágica a deixava mais jovem, e ela fez isso por séculos. O tempo passou e um reino nasceu perto de onde a flor brotou. Tudo estava bem, até que um dia a rainha, que estava grávida, ficou doente e nada poderia salva-la, exceto talvez por uma certa flor...

Todo o reino ficou preocupado (já que a rainha e o rei eram muito bons), todos partiram então em busca da flor mágica. Alguns soldados a encontraram e levaram para a rainha. Com a flor eles criaram um remédio, e a rainha o bebeu, salvando assim a si mesma e ao bebê. Quando a criança nasceu, Gothel, com muito ódio por terem pegado a flor mágica, conseguiu entrar no castelo. Ela foi ao quarto da princesa recém nascida e quando cantou a canção que ativa os poderes da flor perto da criança o cabelo da garota brilhou, ela obteve assim o mesmo resultado que obtinha anteriormente com a flor mágica. Gothel então tenta cortar o cabelo da criança, mas quando ela corta uma mecha, o cabelo volta ao normal, fica castanho e sem poderes, ela então sequestra a criança e passa a viver com a princesa numa torre e finge ser sua mãe....

A inovação do filme está relacionada diretamente à personalidade das personagens, e à dinâmica em que a história nos é apresentada.
Rapunzel, por exemplo, é uma garota bastante moderna, que pratica várias atividades, é extremamente inteligente, procura estudar e entender o mundo a sua volta, é aventureira, está longe de ser frágil e não espera que ajam por ela, ela costuma muitas das vezes tomar a iniciativa. Tudo isso a torna uma personagem bastante carismática e interessante.

O príncipe, que na verdade não é um príncipe, é um ladrão, também trouxe um aspecto positivo pra história, que obviamente não é o de ser ladrão, mas sim o de não ser um príncipe. Ele não chegou num cavalo branco (na verdade ele chega fugindo de um cavalo branco), de perfeito não tinha nada, tudo bem que tinha uma aparência bacana e era atlético, ou seja, tinha suas qualidades, mas o importante a ressaltar é mostrar que a perfeição talvez esteja em não ser perfeito e talvez em ser uma pessoa “comum”, uma pessoa “normal”.

A vilã, ao invés de bruxa perversa que tem como único objetivo fazer o mal e prejudicar ao próximo, está bem mais próxima do real e daquilo que vemos tão comumente hoje em dia. Ela na verdade é uma pessoa que só pensa em si mesma, que pra satisfazer os seus desejos e suas vaidades não pensa duas vezes antes de ferir, antes de magoar, antes de passar por cima de tudo e de todos a sua volta pra conquistar seus objetivos. O seu “eu” está acima de qualquer coisa, a sua vontade é o que importa, o resto não é nada, não tem significado algum. Na cabeça (mente), deste tipo de pessoa o outro só existe para servir, pra satisfazer suas próprias vontades, o outro não é um semelhante, é apenas uma ferramenta que pode (e deve) ser usada para satisfazer aos seus próprios desejos e vontades.

Vamos agora as diferenças do filme em relação ao conto dos irmãos Grimm:

21 julho 2012

Especial Walt Disney: Os Aristogatas (The Aristocats - EUA - 1970)


O filme nos conta a história de uma senhora francesa muito rica, que tinha como família apenas seus gatos e seu mordomo. Os gatos eram ao todo três: a mamãe Duquesa, a filhinha Marie, e os dois filhos Toulouse (que por sinal é nome de uma cidade francesa) e Berlioz. 

Esses gatinhos viviam como verdadeiros membros da alta sociedade, acostumados com a riqueza e uma vida cheia de luxos, os gatinhos eram muito mimados, os filhotes, inclusive, tinham aulas de arte, como pintura, canto, e piano.
Porém, certo dia a Madame, percebendo que estava já de idade, chama seu advogado e resolve fazer seu testamento, e em seu testamento a senhora deixa tudo para seus gatos, e após a morte dos mesmos a fortuna ficaria para seu mordomo. O mordomo, ao ouvir a conversa escondido, fica irado e resolve se livrar dos gatos para ficar com toda a fortuna. 

Certa noite ele pega os gatos e os leva a um lugar bem distante e volta pra casa (na verdade ele acaba deixando a cesta com os gatos cair, porém, as intenções dele pareciam ser bem piores do que apenas deixar os gatinhos em um lugar distante). Os gatos quando acordam e se veem num lugar desconhecido precisam encarar uma aventura e tanto para voltar pra casa, e é aí que eles conhecem um gato de rua, seu nome é Thomas O’Malley (no Brasil eu não sei sobre como ficou o nome do gato, mas me parece terem colocado nele o nome de Roquefort). Desde o começo pinta um clima entre a Duquesa e O’Malley, a partir deste ponto eles passam por várias aventuras até conseguirem voltar pra casa...

O filme é excelente, possui uma trilha sonora muito bonita, porém para os brasileiros possui um detalhe no mínimo perturbador, a dublagem do Brasil neste filme é a pior que eu já vi na vida, péssima mesmo, a Disney, que é conhecida por ser exigente com a dublagem no mundo todo, acabou escorregando nesse filme. Aconselho a vê-lo legendado em inglês ou em francês (que é um pouco mais difícil de achar, a não ser que você importe o filme da Europa ou do Canadá). No mais o filme é excelente um clássico que vale a pena conferir.

13 julho 2012

Cine Pipoca: Diversos filmes da Disney

Esta semana diferentemente das outras, resolvi fazer um resumo rápido de alguns filmes:

Fantasia (Fantasia EUA 1940)
O filme tem um traço mais artístico, se trata de representações animadas de algumas músicas clássicas. Conta com a orquestra sinfônica da Flórida tocando as músicas, e as representações variam, desde desenhos de “flores bailarinas” até o Olimpo , onde somos apresentados a centauros namorando, cupidos trabalhando, etc...
Existe uma certa polêmica a respeito deste filme, já que no último ato temos a representação do diabo no inferno e alguns demônios dançando, isso fez com que a Disney fosse acusada de ser satanista e cultuar ao diabo, porém, na segunda parte do mesmo ato, o diabo se esconde quando começa a tocar a música Ave Maria e a animação muda para o que parece ser os “santos” (salvos, escolhidos, como preferirem interpretar) andando por um caminho com aureolas indo em direção ao que parece ser o paraíso.

Tempo de Melodia (Melody Time EUA 1948)



Neste filme temos a junção de várias histórias, é possível conhecer um polco do folclore americano narrados em forma de animação e com muitas canções. Temos também a junção de atores reais com as animações, e um episódio com o Pato Donald e Zé Carioca. Este filme é divertido e até educativo, foi uma ideia muito interessante dos estúdios Disney e que obteve um grande sucesso.





Hércules (Hercules EUA 1997)

Acho difícil alguém não conhecer a história de Hércules, já que mitologia grega faz parte da grade curricular das escolas, portanto, mesmo quem não viu o filme já deve ter uma ideia geral da história.
Mas o filme não segue à risca a mitologia, houveram muitas mudanças pra deixar o filme mais romântico e infantil, como, por exemplo, o fato de Hércules ser filho de Zeus com Hera. 
Hera e Zeus são pais amorosos e um casal até bonito (o que foge completamente da versão original da história, já que os deuses originais da mitologia são promíscuos, arrogantes, intolerantes, e cheio de defeitos péssimos e humanos).
É claro que essas mudanças deveriam ser feitas pra passar uma mensagem mais leve e bonitinha para as crianças. 
Resumindo bastante a história, Hades, senhor do submundo, quer destronar Zeus e para isso tem esperado o dia em que os planetas irão se alinhar e ele poderá libertar os Titãs (antigos inimigos do deus), para que os mesmos derrotem Zeus e ele possa controlar o Olimpo. Porém, ele descobre que enquanto Hércules estiver vivo seus planos não darão certo. Ele decide então matar o herói, mas como os deuses são imortais Hades primeiro tem que tornar Hércules um mortal comum. Então manda seus lacaios fazerem com que Hércules (ainda bebê) tome uma poção que o tornaria mortal e o matassem em seguida, porém, ele deixa de tomar a última gota da poção, o que o torna mortal, porém mantém seus poderes, sendo assim, Hércules não pode mais viver no Olimpo. 
O bebê é encontrado por humanos e criado por eles, quando ele cresce descobre ser filho de Zeus e resolve se tornar um verdadeiro herói para assim voltar a ser um deus e retornar ao Olimpo.
O filme é bem divertido, e a história tem ação, aventura e romance; vale a pena dar uma conferida.

 Robin Hood (Robin Hood EUA 1973)

O filme é baseado na famosa lenda de Robin Hood, porém, as personagens do filme são animais antropomórficos. Robin Hood é uma raposa, rei Richard é um leão, etc...
O desenho é bem suave e lembra muito aqueles desenhos educativos que passam até hoje na Rede Minas (pra quem é mineiro). Os mesmos desenhos também passavam na Tv Cultura (pra quem for de outro Estado). 
A história se passa na antiga Inglaterra, num período em que o irmão do legitimo rei, por ciúmes e sede de poder, usa uma cobra pra hipnotizar seu irmão e ocupar o trono em seu lugar. Porém seu governo é terrível e as taxas de impostos são altíssimos e a população entra na miséria em decorrência desses impostos abusivos (está até parecendo o Brasil), contudo, cansado desses impostos abusivos surge um herói, Robin Hood, que rouba dos ricos (monarquia) e dá tudo o que roubou para os pobres...
O filme é bem infantil, mas bastante interessante, tem um traço bem bonito também. Pra quem gosta de desenhos educativos é imperdível.

Lilo & Stitch (Lilo & Stitch EUA 2002)
Stitch é um alienígena,  ou  melhor, uma criação de um cientista alienígena, que acaba sendo considerado uma aberração, sendo julgado e condenado junto com seu criador. Stich, porém, foge e acaba vindo parar na Terra, aqui ele conhece a pequena Lilo, que aos poucos vai transformando o coração da pequena criatura...
Este pode não ser o melhor filme da Disney, mas também não é ruim, é um bom filme com uma história muito boa, bem dirigido, bem trabalhado, é uma boa escolha pra assistir e relaxar.


29 junho 2012

Especial Walt Disney: A Bela adormecida (Sleeping Beauty - EUA 1959)


Neste clássico da Disney, somos apresentados a história de um rei e uma rainha que acabavam de ter sua primeira filha, e para comemorar o nascimento da mesma, o rei decidiu dar uma festa e convidou todo o reino. Além das pessoas do reino, o rei também convidou as três fadas mágicas que viviam no reino. As fadas comparecendo na festa resolveram dar cada uma um presente para a menina que acabara de nascer. A primeira deu a ela o dom da beleza, a segunda deu uma linda voz (voz celestial), porém antes que a terceira pudesse dar o seu presente, uma vilã malvada chamada Malévola, aparece no castelo muito irritada por não ter sido convidada pra festa, ela então amaldiçoa a criança, dizendo que em seu 16° aniversário a menina espetaria o dedo numa roca e morreria, a última fada porém que ainda não havia dado o seu presente, disse que não poderia desfazer a maldição completamente, porém, ela amenizou a maldição dizendo que se acaso a princesa tocasse na roca ela não morreria mas apenas dormiria e despertaria com um beijo...

O filme foi baseado no conto do francês Charles Perrault (autor também de: Cinderella, Chapeuzinho vermelho, O pequeno Polegar, Gato de Botas, Barba Azul...), porém, existem algumas diferenças em relação ao conto de Perrault e o filme. 

No conto, por exemplo, a princesa conhece o príncipe 100 anos depois. No filme acontece tudo muito rápido e ela dorme apenas uma noite praticamente, além de conhecer o príncipe antes de dormir. Outra diferença é que no filme as três fadas criam a menina por 16 anos (é uma diferença já que no livro ela dorme aos 15 anos), no conto ela é criada pelos pais. Também no conto existem 13 fadas, sendo que quem aplica a maldição é a décima terceira que não havia sido convidada pelo fato de ela estar muito velha e nem saberem mais se ela ainda vivia, já no filme quem aplica a maldição é a vilã Malévola (eles não explicam se ela é uma bruxa ou uma fada, só se sabe que ela tem poderes muito fortes, e ela se autodenomina a rainha do mau). Tirando essas diferenças o filme é bem fiel, e é uma versão muito bonita da história de Perrault.

É claro que o filme é bem água com açúcar, é pra quem gosta de romance mesmo, mas vale muito a pena, já que se trata de um clássico, é muito bem feito e muito bonito de se ver.

Outra curiosidade a respeito do filme é que este ano começaram as gravações pra uma nova versão da Bela Adormecida que terá um foco diferente, e ao invés de ficar focado na princesa Aurora (bela adormecida) se focará na vilã  Melévola (que será interpretada por Angelina Jolie). Eis mais um motivo pra ver o filme e conhecer a origem da personagem que vem por aí nos cinemas (A Disney escolheu bem a vilã, já que ela é uma vilã bem cruel, talvez a mais poderosa que já vimos nos filmes da Disney, e também ela tem até uma certa classe ao falar, andar, e na forma de agir (mesmo sendo tão malvada)).
O filme deve estrear no Brasil em março de 2014, portanto, quem ainda não teve a oportunidade de ver a versão clássica e original da Disney, não perca tempo e veja o filme. Leia também a versão de Perrault, e tire suas próprias conclusões a respeito deste que é um dos melhores contos de fadas de todos os tempos.


22 junho 2012

Especial Walt Disney: Pinóquio (Pinocchio - EUA - 1940)


O filme se trata da segunda produção dos estúdios Disney, e foi baseado na obra do italiano Carlo Collodi. Ele recebeu uma indicação ao Oscar de melhor canção, porém não levou (o que chega a ser irônico, já que o estúdio é famoso por quase sempre vencer nessa categoria, e a música do filme que recebeu a indicação é hoje a música tema da Disney).

Pinóquio é uma história bastante conhecida. Um homem já de idade chamado Gepeto, após muitas criações, dentre brinquedos e relógios, resolve fazer a sua obra de arte, um títere (marionete), ao qual chamou Pinóquio.
Gepeto acha sua criação tão perfeita que acaba desejando do fundo do coração que Pinóquio se torne um garoto de verdade. Ao ir pra cama dormir, Gepeto olha pela janela e vê uma estrela cadente, ele então faz um pedido, deseja que Pinóquio se torne um garoto real.
Após Gepeto adormecer, uma bela fada madrinha (fada Azul) entra na casa e realiza o sonho do velho senhor; Pinóquio então ganha vida, porém ele ainda é um boneco de madeira. A fada então diz a ele que para  se tornar um garoto de verdade, tem uma condição: ele teria de provar ser verdadeiro, corajoso e altruísta.
E assim se iniciam as aventuras de Pinóquio...

Já no livro a história, apesar de ter mais ou menos a mesma essência, é tratada de maneira mais séria e até triste.
Apesar de ser um livro infantil, os ensinamentos e a moral que são passados pelo autor são fortes, porém, necessários e sinceros. Acredito que todas as pessoas deveriam ler este livro (principalmente os brasileiros), e aprender sobre o valor do trabalho, da honestidade, da gentileza, dentre outros valores tão importantes e cada vez mais raros nas pessoas. Collodi (Que na verdade é um pseudônimo, o nome real do autor é Carlo Lorenzini), narra a história de maneira doce, objetiva, e forte, tudo ao mesmo tempo. É muito gostoso ler o livro, e vale mesmo muito a pena.

Quanto as diferenças entre as duas versões, é claro que a história no livro é bem mais longa, e mais detalhada, além de ter momentos bem mais fortes. Por exemplo, o livro começa nos contando a história dizendo que Pinóquio na verdade já tinha vida antes mesmo de ser moldado até se tornar uma marionete, ele era um pedaço de madeira que já era capaz de se comunicar e tinha vida, acabou sendo presenteado por um amigo ao velho Gepeto. Outra diferença está no grilo, que no filme tem uma participação muito mais efetiva (não que ele não tenha uma participação importantíssima no livro), no filme ele está o tempo todo com Pinóquio, já no livro ele aparece em poucos momentos. A fada também tem uma participação diferente, ela no livro salva a vida de Pinóquio algumas vezes, depois se torna “irmã”, e posteriormente “mãe” de Pinóquio. 

O filme também incluiu algumas características próprias, como, por exemplo, a inclusão de personagens que não existem no livro, como gatinho Fígaro e uma peixe muito charmosa chamada Cléo (ela dá muita graciosidade ao filme mesmo).  

Claro que uma adaptação sempre vai ter uma certa diferença na maneira de contar a história, afinal é uma versão alternativa daquela história que está sendo contada, muitas vezes por um meio de comunicação diferente, ou seja, nem sempre (na verdade quase nunca) dá para colocar num formato diferente uma mesma história, exatamente da mesma forma que ela foi contada no formato original.

Resumindo, vale muito a pena ver o filme e ler o livro, pois o que aprendemos com o sr. Collidi (Lorenzini), vale tanto para criança, quanto para o adolescente, jovem, adulto e velho.


16 junho 2012

Especial Walt Disney: A Bela e a Fera (Beauty and the Beast - EUA - 1991)

O filme é baseado em uma história clássica de mesmo nome ( La Belle et la Bête, no original em francês). A história original foi escrita por Gabrielle Suzanne Barbot, porém foi através da versão da, também francesa, Jeanne Marie LePrince de Beaumont que a história se tornou conhecida em todo o mundo.

No filme da Disney, a narrador explica que há muitos anos atrás um homem viviam em seu palácio, porém ele era muito vaidoso e arrogante, este homem só se importava com a aparência das coisas e mais nada. Até que um dia ele é amaldiçoado por causa de sua arrogância e acaba sendo transformado em uma besta. Para quebrar a maldição, ele precisaria aprender a amar alguém de verdade e ser amado por alguém (mesmo tendo a aparência horrível).
Também somos apresentados à uma linda jovem moça (a mais bela do vilarejo) que ao invés de se preocupar com o que a maioria (todas) das garotas da época se preocupavam, estava mais interessada em ler, e conhecer o mundo. Ainda muito jovem a garota já havia lido todos os livros que haviam no vilarejo, e no início do filme ela passa pela vila cantando (como é costume nos filmes da Disney), e vai até a biblioteca pegar seu livro favorito mais uma vez.

Nesse início também somos apresentados à Gaston, um rapaz forte, caçador, bonitão (além de grosseiro, arrogante e insuportável). Ele é desejado por todas as garotas da vila, porém ele só tem olhos para a nossa protagonista, a Bela, mas ela, ao contrário de todas as garotas, não dá a mínima pra ele. 

Bela e seu pai são tidos como os esquisitões da vila. Bela o considera um gênio, porém a vila o considera um louco, e, certo dia, ao terminar sua mais nova invenção (uma máquina que corta lenha sozinha) ele vai até um festival para mostrar o invento, porém, ele se perde no caminho e acaba encontrando um palácio que parecia estar abandonado, mas quando ele entra, ele vê que tem um banquete a mesa e começa a comer sem perder tempo, já que estava cansado e faminto. Porém, dentro do palácio vivia a Fera, que acaba aprisionando o pobre senhor. Bela percebe que aconteceu algo ao seu pai quando vê o cavalo do mesmo chegar sem seu dono, e vai atrás dele. Chegando lá ela se oferece à Besta, pra ficar como prisioneira no lugar de seu pai, a Fera então aceita e permite que o pai de Bela vá embora. E assim começa a história...

Na versão original de Beaumont, existem várias diferenças em relação ao filme da Disney, por exemplo:
Bela tem irmãos, os irmãos são 6 no total, incluindo Bela, 3 meninos e 3 meninas. E Bela é de longe a mais linda de todas. Ela era tão linda que chegava a causar inveja em suas irmãs. 
O pai de Bela era um homem muito rico que fica pobre, e ao se tornar pobre ele faz uma viagem para recuperar sua fortuna, porém, antes de partir pergunta à suas filhas o que elas gostariam de ganhar quando ele voltasse de viagem. As duas primeiras respondem que gostariam de ganhar muitos presentes e joias, Bela não pede nada, seu pai então pergunta o que ela gostaria de ganhar e ela diz que deseja apenas uma rosa.
O pai das garotas então parte em sua viagem, porém, ele retorna mais pobre ainda do que quando havia saído, mas acaba se perdendo pelo caminho enquanto voltava pra casa, e encontra um palácio, no palácio ele encontra a Fera.

Resumindo bastante as impressões sobre o filme, podemos dizer que é um filme muito bem feito, venceu dois Oscars: Melhor trilha sonora e melhor canção original. Recentemente foi relançado em 3D (inclusive no Brasil). É um filme que vale a pena assistir.
Não deixem de ler a versão de Beaumont também, que é muito bonita e um pouco diferente do filme. 


08 junho 2012

Especial Walt Disney: Peter Pan

O filme de 1953, é baseado na peça de James Matthew Barrie (Barrie fez a adaptação da própria peça para o livro: Peter Pan and Wendy).
Esta é com certeza uma das histórias infanto-juvenis mais conhecidas do mundo. Todos nós já ouvimos falar no temido Capitão Gancho, ou na Terra do Nunca, no próprio Peter Pan, nos Meninos Perdidos, na charmosa fadinha Tinker Bell (que no Brasil deram o nome de Sininho), e na graciosa e maternal Wendy. E foi com muito louvor que os estúdios Disney fizeram uma adaptação extraordinária dessa história tão importante, num filme de animação tão bom.

Esta versão da Disney, talvez seja a adaptação mais fiel que o estúdio já fez em relação a história original, muda-se muito pouco, ou quase nada, na verdade, o que é mudado em relação ao livro é mudado para dar mais agilidade na hora de contar a história, afinal, colocar 162 páginas de um livro em um filme de pouco mais de uma hora (1h14), não é fácil. Mesmo assim conseguiram contar a história esplendidamente.

O filme começa com Wendy e seus irmãos brincando e se preparando pra dormir, enquanto sua babá (uma cadela muito esperta), vai arrumando os rastros de bagunça que vão deixando pelo quarto. Até que os pais das crianças entram no quarto pra se despedir (já que iriam à um jantar na casa dos vizinhos). O pai das crianças, muito nervoso nesse dia, acaba colocando a cadela pra fora e as crianças ficam sozinhas no quarto (a cadela dormia no quarto deles), e quando a mãe de Wendy vai fechar a janela, a menina pede que sua mãe deixe a janela aberta porque Peter Pan poderia vir à noite buscar sua sombra. A jovem senhora fica bastante intrigada e sem entender a “imaginação” da filha, mas acaba deixando a janela destrancada. O que talvez tenha sido um erro, já que Peter Pan realmente aparece naquela noite para buscar sua sombra que havia ficado por lá, a partir daí começam as aventuras de Wendy, seus irmãos, Peter Pan e Tinker Bell...



O filme foi exibido nos cinemas americanos por várias vezes de tempos em tempos, e no ano de seu lançamento obteve a maior bilheteria daquele ano, além de receber uma indicação ao festival de Cannes (que na época era mais importante que o Oscar).
Quanto ao autor da história, o sr. Barrie foi um homem que se destacou em sua época. Sempre quis ser escritor, e acabou fazendo um certo sucesso durante toda a vida, escreveu peças infantis e adultas, casou-se com uma atriz que ele mesmo descobriu, separando-se da mesma algum tempo depois. Quando um grupo de 5 crianças que viviam próximas a ele ficaram órfãs, o sr. Barrie logo os adotou e os criou. Barrie trabalhou até sua morte em 1937, e foi um dos maiores autores que o mundo já conheceu.


01 junho 2012

Especial Walt Disney: A Princesa e o Sapo (The Princess and the Frog - EUA 2009)


Este não é um dos melhores filmes da Disney, porém achei necessário coloca-lo na lista de filmes escolhidos para as matérias especiais dos filmes de animação da Disney, pois se trata do primeiro filme com uma protagonista negra, foi (até agora) o último filme desenhado a mão pelo estúdio, e também por se tratar de um filme levemente baseado no famoso conto publicado pelos Irmãos Grimm: O Príncipe Sapo.

No filme nós somos apresentados a uma jovem e pobre moça chamada Tiana. Tiana é sonhadora e muito trabalhadora, que pretende ser dona de seu próprio restaurante, e pra realizar seu sonho trabalha quase dia e noite em vários empregos. Tudo corria bem, até que certo dia um príncipe africano anuncia uma visita à cidade de Tiana, Nova Orleans. Sabendo disso uma amiga de infância da moça, que sempre sonhou em se casar com um príncipe de verdade (e era muito rica), convida Tiana pra cozinhar na festa que daria ao príncipe. 

Ao mesmo tempo, um feiticeiro transforma o príncipe em sapo e convence o servo do príncipe a se passar pelo filho do rei e se casar com a melhor amiga de Tiana, porém o príncipe transformado em sapo consegue fugir de seu cativeiro e encontra Tiana (que estava vestida de princesa, já que era uma festa à fantasia)  achando que ela era uma princesa, chegando a pedir um beijo, e promete que assim que ele voltasse a ser  príncipe ele daria à ela um restaurante. Ela, então muito relutante, dá o beijo no príncipe, porém, ao invés dele voltar ao normal ela também se transforma em uma rã, e assim começam as aventuras do filme.


Já na versão dos irmãos Grimm (existem muitas versões para essa história) a princesa é a filha mais nova do rei, e era também a mais linda, e enquanto brincava com sua bola de ouro no jardim, por acidente acaba deixando ela cair no lago, ela então começa a chorar, o sapo com dó dela faz o seguinte acordo: ele pegaria a bola dela e em troca ela deveria ser companheira dele, onde ela comesse, ele comeria, eles dormiriam juntos, etc...
Porém após resgatar a bola de ouro da princesa, ela pega a bola e volta pro palácio ignorando o sapo, mas ele não desiste e vai atrás dela, ela o ignora novamente, mas seu pai, preocupado, pergunta quem estava atrás dela, ela então conta sobre o que aconteceu com o sapo, seu pai então a repreende e ordena que ela cumpra o acordo, já que uma princesa deve ter palavra. Ela então obedece, mas contra sua vontade, pois sente muito nojo do sapo. Quando eles vão dormir, o sapo pede que ela o coloque mais próximo dela. Irritada ela joga o sapo contra a parede, que imediatamente se torna um belo príncipe. O príncipe já tinha um acordo com o pai da princesa e de que ela seria sua esposa. Os dois então se casam e são felizes.

O filme como podem notar, é muito diferente da versão dos irmãos Grimm, e perde muito por valorizar demais a feitiçaria, e por ter muitos elementos desnecessários, porém não deixa de ser um filme bem feito. E é importante também por ser o último filme feito à moda antiga pela Disney (todo desenhado a mão). Apesar de estar muito longe de ser a obra prima dos estúdios Disney, é um filme que vale a pena conferir.  


11 maio 2012

Especial Walt Disney: Aladdin (Aladdin - EUA 1992)



O filme é baseado no famoso conto Aladdin e a Lâmpada Maravilhosapublicado pelo francês Antoine Galland. Segundo Galland, este conto lhe foi narrado por um contador de histórias de Alepo. Após a publicação do francês a história ficou famosa em todo o mundo. 

Na versão de Galland, a história se passa na China, e no norte da África. No livro, Aladdin é um garoto muito pobre, e também bastante preguiçoso, o que deixa seus pais muito tristes. Após algum tempo, o pai morre deixando Aladdin e sua mãe na miséria. 

Certo dia um estrangeiro que estava passando pela região encontra Aladdin e diz ser seu tio. Explica que saiu para viajar 40 anos atrás, e que era irmão do falecido pai. A partir daí passa a dar presentes a Aladdin e sua mãe, leva comida e dá roupas para eles, até que ele leva Aladdin para uma floresta e com mágica abre um buraco no chão, esse buraco não era comum, era a abertura para uma caverna mágica. Ele pede então que Aladdin entre e procure por uma lâmpada que se encontrava lá dentro. Aladdin deveria passar pelo caminho direto e levar a lâmpada até o homem. O tio entrega um anel a ele e diz que esse anel o protegeria de qualquer coisa que pudesse lhe fazer mal lá dentro, Aladdin então desce e sai a procura da lâmpada...

A versão da Disney possui muitas diferenças em relação a versão de Galland, por exemplo, o local em que a história se passa, o relacionamento dos personagens, no livro Aladdin ainda tem sua mãe, já no filme ele é órfão, e possui apenas um amigo, o seu macaquinho (que não existe no livro). 
O vilão no livro além de ter origens completamente diferentes e nenhum suposto parentesco com Aladdin, tem uma presença muito mais constante na história, e também um final diferente (o final dele no livro é bem mais trágico). Além de tudo isso, o filme dá muito mais enfoque no romance de Aladdin e sua amada (que no filme se chama Jasmine). E há vários outros personagens que não existem no livro, como o papagaio (Iago) do vilão, o tigre da princesa Jasmine, e o tapete mágico de Aladdin. 

Contudo, no fim das contas o filme é excelente, vencedor de dois Oscars (melhor trilha sonora e melhor canção original (que realmente é muito bonita)). Aladdin foi o 31° filme produzido pela Disney, e é absolutamente mais uma ótima produção deste que é o maior estúdio de animação do mundo.  










27 abril 2012

Especial Walt Disney: Cinderela (Cinderella - EUA 1950)



Este é talvez o conto de fadas mais famoso do mundo. Criada pelo francês Charles Perrault, a história de Cinderela se tornou um clássico da literatura mundial.
Na versão da Disney, a história segue da seguinte maneira: O pai de Cinderela era um homem muito rico, porém, pouco tempo depois da menina nascer, sua mãe morreu. Seu pai dava a Cinderela todos os luxos e carinho que podia, mas achando que sua filha precisava de uma mãe para ter uma criação melhor, se casou novamente com uma mulher viúva, e com duas filhas da idade de Cinderela. Dentro de pouco tempo, o pai de Cinderela morreu e a madrasta gastou toda a fortuna de seu falecido marido. Passou também a tratar a jovem como uma criada, e suas filhas a apelidaram de gata borralheira. A vida de Cinderela tornou-se um inferno a partir daí, mas a moça não reclamava nunca...


O filme é muito bonito, com belas canções e um belo desenho, e mesmo sabendo o desfecho da história você fica em algumas cenas aflito para que Cinderela consiga alcançar seu objetivo. Realmente é um belo trabalho da Disney.

No livro, ou seja, na versão original de Charles Perrault, o pai de Cinderela não morreu como no filme, ele apenas ficou “cego”, porque era governado por sua segunda esposa, a madrasta malvada de Cinderela. Outra diferença está no tratamento das irmãs de Cinderela, a mais velha era a única que ainda a tratava mais ou menos como ser humano, e ao menos a chamava pelo nome, e não de gata borralheira como os outros. 


Outra diferença está na hora de ir ao baile. Enquanto Cinderela no filme é amiga dos ratinhos e dos passarinhos (de todos os animais na verdade), no livro a Fada Madrinha simplesmente pega os ratos que passavam por lá e os transformou em cavalos, depois mandou Cinderela procurar outro rato para ser o cocheiro da carruagem (que por sinal foi uma abóbora que a fada a mandou colher no jardim). Depois mandou Cinderela pegar seis lagartos e os transformou em lacaios (a carruagem brilhava como ouro, e os lacaios e o cocheiro estavam vestidos com peças equipadas com linhas de prata e de ouro), também existe diferença nas roupas. No livro se tornam roupas de prata e de ouro puros, e o baile acontece duas vezes.




A relação de Cinderela com suas irmãs é um pouco diferente, Cinderela ainda consegue se impor um pouco mais. No desfecho do livro, Cinderela também se casa com o príncipe e se torna rainha, perdoa suas irmãs e as leva pra morar no castelo real.
O filme de qualquer forma é de um trabalho esplêndido e uma excelente escolha pros românticos e amantes de filmes de animação.