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04 fevereiro 2013

Quando chega a hora de crescer

"Ela lhe contou histórias, ele a ensinou a voar... Amavam-se, mas ele não queria crescer..."
- Peter Pan

Minha amiga Melissa me lembrou dia desses sobre "crescer". O quanto é difícil crescer. 
Hoje eu estava observando minha mãe e, de fato, as atitudes que ela tem nem de longe eu consigo ter (atualmente), como por exemplo, se cansar mas ser incansável ao mesmo tempo. Vou explicar melhor, não tem quando chega domingo e o que você mais quer é almoçar e hibernar em seguida? Pois então, as mães, ou a maioria delas, não fazem isso, mesmo morrendo de vontade. Primeiro, depois do almoço vão tirar mesa, arrumar cozinha, ver o que fazer na semana, reclamar do seu quarto bagunçado rs... essas coisas, pra depoooois descansarem.
Isso é o que chamo da parte mais difícil em crescer. 

Às vezes também penso que para crescer eu devia saber um monte de coisas, como entender tuudo sobre banco, sobre carro, sobre preços em supermercado... sendo que no momento eu nem sei que tipo de roupa combina mais comigo! 
Talvez as minhas preocupações sejam estranhas  bobas, mas quando a gente pensa "eu quero casar", "eu quero morar sozinha", "eu quero ter meu emprego em Nova Iorque", ignore a última parte, esses desejos implicam em muitas questões. E essas questões implicam em amadurecimento.

Eu, assim como tantas garotas, temos o desejo de casar um dia, mas nem todas nós cresceram o suficiente para saber abrir mão de suas vontades por causa das vontades de seu cônjuge; para ter força de vontade de chegar em casa depois de um dia estressante e ainda ter que preparar o jantar, quando o que mais se quer é comer qualquer coisa e assistir a um filme pintando as unhas; para engolir o orgulho e concordar com o que quer que seja... Eu não estou pronta pra isso. Ainda preciso crescer.

"O que você vai ser quando crescer?" nos é perguntado desde pequenos. Mas mesmo assim, alguns, me incluo nessa, quando chega a época do vestibular não sabem qual curso escolher na faculdade, não sabem o que serão daqui 10 anos nem como querem estar. A responsabilidade é muito grande neste momento. Costumo dizer que minha irmã é uma sortuda por ter nascido já sabendo o que queria da vida (desde pequena ela queria ser dentista). Já eu, quis ser de tudo! Arqueóloga, decoradora, astrônoma, diplomata, ativista do Greenpeace, historiadora, missionária, publicitária, etc etc etc, e por fim, mas não menos importante, o meu chamado "agora chega de profissões e sossegue o facho!" é a arquitetura. Você pode estar pensando "ué, mas ela não...", sim, eu faço faculdade de Design de Produto e termino este ano, mas ano que vem farei Arquitetura, pois gosto mais. #Dica: Descobri que queria o curso analisando o que eu gostava desde pequena: desenho, fazer planta baixa (a la Priscila) do quarto que eu queria ter e da casa, ser doida por revistas de arquitetura e decoração, e ficar babando por fotos de casas.

Ser criança era tão mais fácil, tão mais legal,... mas não desanime! Tem coisas que são difíceis, como escolher uma profissão, entender o funcionamento da bolsa de valores, temperar feijão, tirar a habilitação,... mas lembre-se de quando você ganhou sua primeira bicicleta e do quanto parecia enorme para o seu tamanho. Andar naquilo parecia impossível! Mas hoje você pode até abrir os braços andando em uma bicicleta; você conseguiu aprender. 

A vida é cheia de fases, crescer faz parte de todas elas. Não veja o amadurecimento como uma coisa ruim, mas como algo que poderá fazer a diferença na sua vida. Poderá te levar mais longe. 
Poderá até te ajudar a realizar seus desejos de quando criança, por que não? Você dará asas ao seu sonho, porque terá mais que uma vontade, possuirá ferramentas para colocar o desejo em prática. 

O ano está só começando, um dos meus desejos é "crescer". Faça desse um desejo seu também. Desafie-se!



08 junho 2012

Especial Walt Disney: Peter Pan

O filme de 1953, é baseado na peça de James Matthew Barrie (Barrie fez a adaptação da própria peça para o livro: Peter Pan and Wendy).
Esta é com certeza uma das histórias infanto-juvenis mais conhecidas do mundo. Todos nós já ouvimos falar no temido Capitão Gancho, ou na Terra do Nunca, no próprio Peter Pan, nos Meninos Perdidos, na charmosa fadinha Tinker Bell (que no Brasil deram o nome de Sininho), e na graciosa e maternal Wendy. E foi com muito louvor que os estúdios Disney fizeram uma adaptação extraordinária dessa história tão importante, num filme de animação tão bom.

Esta versão da Disney, talvez seja a adaptação mais fiel que o estúdio já fez em relação a história original, muda-se muito pouco, ou quase nada, na verdade, o que é mudado em relação ao livro é mudado para dar mais agilidade na hora de contar a história, afinal, colocar 162 páginas de um livro em um filme de pouco mais de uma hora (1h14), não é fácil. Mesmo assim conseguiram contar a história esplendidamente.

O filme começa com Wendy e seus irmãos brincando e se preparando pra dormir, enquanto sua babá (uma cadela muito esperta), vai arrumando os rastros de bagunça que vão deixando pelo quarto. Até que os pais das crianças entram no quarto pra se despedir (já que iriam à um jantar na casa dos vizinhos). O pai das crianças, muito nervoso nesse dia, acaba colocando a cadela pra fora e as crianças ficam sozinhas no quarto (a cadela dormia no quarto deles), e quando a mãe de Wendy vai fechar a janela, a menina pede que sua mãe deixe a janela aberta porque Peter Pan poderia vir à noite buscar sua sombra. A jovem senhora fica bastante intrigada e sem entender a “imaginação” da filha, mas acaba deixando a janela destrancada. O que talvez tenha sido um erro, já que Peter Pan realmente aparece naquela noite para buscar sua sombra que havia ficado por lá, a partir daí começam as aventuras de Wendy, seus irmãos, Peter Pan e Tinker Bell...



O filme foi exibido nos cinemas americanos por várias vezes de tempos em tempos, e no ano de seu lançamento obteve a maior bilheteria daquele ano, além de receber uma indicação ao festival de Cannes (que na época era mais importante que o Oscar).
Quanto ao autor da história, o sr. Barrie foi um homem que se destacou em sua época. Sempre quis ser escritor, e acabou fazendo um certo sucesso durante toda a vida, escreveu peças infantis e adultas, casou-se com uma atriz que ele mesmo descobriu, separando-se da mesma algum tempo depois. Quando um grupo de 5 crianças que viviam próximas a ele ficaram órfãs, o sr. Barrie logo os adotou e os criou. Barrie trabalhou até sua morte em 1937, e foi um dos maiores autores que o mundo já conheceu.