17 maio 2012

Conto - Ao encontro do amor






            Ainda não estou acreditando, parecia estranho, talvez confuso. Realmente sem palavras. Como isso foi acontecer? Quer dizer... não sei... estou tentando processar tudo. Talvez eu até consiga. Eu tenho que conseguir.
Um passo adiante, mais um; perdi a coragem. Fiquei sem ar.
Sento na cadeira ao lado, conto até dez respirando profundamente em cada pausa.
A tontura passou. Olho para o lado, nada. Sem alternativa, dou mais alguns passos.
Passos delicados, porem profundos e decididos. Estou quase... espera! Minhas mãos estão frias. Ok. Você tem que ser forte. Pernas me obedeçam, por favor!
Elas estão andando, estou no caminho, quer dizer na metade dele.
Ops! Quem colocou essa banqueta na minha frente? Tudo bem, respire. Foi apenas um tropeço, ainda dá para andar, talvez mancando um pouco, mas estou chegando. Coragem!
Não acredito estou a cinco passos... quatro, três, dois... Hesito! Não deve ser verdade. Melhor ir embora antes que algo aconteça. Viro-me lentamente; tarde de mais.
Meu coração acelerou como nunca. Sem alternativa, sentei e me senti perdida.
Tentei não olhar, abaixei a cabeça, de nada adiantou. Aquela mão ergueu o meu queixo.
Ainda havia tempo, alguns segundos, era o que eu tinha para sair daquele lugar. Tenho que pensar rápido, se não as coisas podem ir para outro nível.
É agora! Está bem, você agiu antes de mim.
Acredito que ainda tenho esperança, de sair correndo ou continuar sentada.
Estou sem alternativa, foi dito tudo, não dá mais para enrolar. Confesso, me entrego.
_ Como você descobriu?
_ São os sintomas.
_ Como assim?
_ Você está com eles.
_ Então você mandou o recado?
_ Você não está aqui?
_ Tive receio.
_ Por quê?
_ Sei lá, não imaginava.
_ Está com medo?
_ Um pouco.
_ É normal.
_ Então qual é o veredito?
_ Eu te amo!


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