08 fevereiro 2012

O diário de Anne Frank





O depoimento da pequena Anne Frank, morta pelos nazistas após passar anos escondida no sótão de uma casa em Amsterdã, ainda hoje emociona leitores no mundo inteiro. Seu diário narra os sentimentos, medos e pequenas alegrias de uma menina judia que, com sua família, lutou em vão para sobreviver ao Holocausto.






Conheci este livro no ano de "2000 e muito tempo atrás", pela televisão. Era um daqueles programas da tv educativa que incentivava a leitura. Consegui o livro e o li até a metade. No início da semana fui à biblioteca da minha faculdade e tive a boa surpresa de encontrar o livro, só que com muito mais informações e até fotos. É um livro incrível! Calma, calma, é triste, mas o jeito que ela conta tudo o que acontece com ela é, tipo, como uma menina de 13/14 anos consegue se expressar tão bem? Só que ao mesmo tempo, eu fico tão tristinha! Porque ela fala coisas do tipo "Quando a guerra acabar vai voltar tudo ao normal..." ou "Quando eu ficar mais velha eu vou aprender...". É de partir o coração.

 Tem algo que eu acho muito interessante no livro, e que vou mostrar a vocês, que é como ela expressa seus sentimentos. Anne não se dá bem com sua mãe, e vive numa intensa luta interior. Isso é narrado de forma muito forte no livro, o que me deixa impressionada e, na maioria das vezes, com pena =/


SÁBADO, 30 DE JANEIRO DE 1943

Querida Kitty,
Estou fervendo de raiva, mas não posso demonstrar. Gostaria de gritar, bater os pés, dar uma boa sacudida em mamãe, chorar e não sei o que mais por causa das palavras horríveis, dos olhares zombeteiros e das acusações que ela me faz dia após dia; coisas que me furam como flechas lançadas por um arco muito retesado, e que são quase impossíveis de serem retirados de meu corpo. Gostaria de gritar (...) "Me deixem em paz, deixem que eu tenha pelo menos uma noite sem chorar até dormir com os olhos ardendo e a cabeça latejando. (...)"
Quando falo, todo mundo acha que estou querendo aparecer, que sou ridícula quando fico quieta, insolente quando respondo, inteligente quando tenho uma boa ideia, preguiçosa quando estou cansada, egoísta quando como um pouquinho mais do que deveria, estúpida, covarde, calculista e outras coisas. O dia inteiro só ouço dizerem como sou uma criança irritante, e apesar de rir e fingir que não me importo, eu me importo, sim. Gostaria de pedir a Deus que me desse outra personalidade, uma que não crie antagonismo com todo mundo.
(...)

Página 92


O livro é muito interessante. Além de contar sobre seus sentimentos, Anne também descreve o ambiente a sua volta, como é conviver com 7 pessoas em um "Anexo Secreto", as dificuldades que passam com o racionamento de alimentos e objetos pessoais, e os momentos de medo por causa da Segunda Guerra Mundial.

Livro recomendado!



3 comentários:

  1. Eu tenho este livro no meu pc. Eu não fazia ideia do que se tratava, mas pelo que li aqui deve ser um livro muito emocionante.

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  2. é incrivel mesmo ja li umas tres vezes não me canso de ler amei o livro

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