27 fevereiro 2011

Meu mundo das maravilhas


Hoje escolhi fazer um passeio e vou fotografando os detalhes que me prendem a atenção, qualquer dia os mostro para vocês, certa que a beleza das coisas está no olhar de cada um. Ando, ando, ando e faço uma pausa na caminhada para um descanso. Sento-me debaixo de uma árvore que já deva estar com seus mais de 100 anos. Me oferece sombra enquanto admiro a paisagem. Deito-me e vejo as nuvens branquinhas de algodão-doce. Uma parece um grande urso e outra parece uma borboleta. Lembro-me das joaninhas em que conheci no meu jardim ontem, tão charmosinhas, até quis levar pra casa, mas o lugar delas são entre as flores. Lembro-me também do dia em que fui com meus amigos ver o entardecer na praia, me apaixonei a primeira vista por aquela profusão de cores. Ah meus amigos. Sempre estão comigo, numa lembrança, numa festa, no choro, no colo, no abraço e no sorriso. Fazemos guerra de travesseiros, brigadeiro e pipoca de panela. Amamos tardes de filmes e teatros improvisados. Acampar, trilhas, pescar, viajar, açaí e sorvete. Diversão na certa. Agora eu ouço o cantar dos passarinhos. Distante de onde estou ouço o som da cachoeira límpida, transparente e gelada. Para mim os ventos cantam e as folhas dançam. Existe música em toda parte.  Ah a música, minha inspiração. Retomo a caminhada. Sinto o ar puro. Vejo borboletas roxas, azuis, amarelas, laranjas. Quero dançar com elas entre as flores, mas me lembro de chegar em casa a tempo do almoço. Cato algumas pedrinhas no caminho para arremessá-las no lago e observá-las ricochetearem. Colho algumas flores no caminho para enfeitar a mesa. Chego em casa pro almoço. Agradecemos pelo pão de cada dia e nos fartamos com a comida quentinha que nunca nos falta todos os dias. Descanso-me na rede enquanto observo o céu se fechar para uma chuva passageira a tarde. Chove. Chamo meus sobrinhos para dançar na chuva e lavar a alma. Cheiro de terra molhada e arco-íris no fim de tarde. Conto para meus sobrinhos da história do potinho de ouro. Eles saem correndo em busca dele e eu fico rindo, pensando que o verdadeiro potinho de ouro está em cada um de nós, no valor e nas virtudes que cada um de nós temos. Ahh, pão de queijo e café com leite no café da tarde. Bolo de cenoura fresquinho com cobertura de chocolate. Tomo um banho e vou me arrumar. Encontrar com os amigos na praça. Fazer uma roda e tocar violão. Cantarolar, gargalhar, contar histórias antigas e engraçadas. Namorar, andar de mãos dadas e sonhar em se casar.  Deitar num jardim, contar estrelas, recitar poesias e embriagar-se com a noite enluarada. É tarde, tenho que voltar. Despeço-me e os deixo cantando com suas vozes melodiosas. Antes de dormir, cubro-me com meu cobertor rosinha, cheirinho de baunilha e prossigo num capítulo imperdível do meu livro. Adormeço, sonho com os anjos e espero pelo novo dia.


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Trimmm, triimmm.


Levanto-me e vou desligar o despertador. São 7:10. Batem na porta, abro.


- Leila! Esqueceu-se de acordar as 06:30! Tá atrasada, filha.


- Ah, mãe, estava sonhando. - Digo, aos bocejos, para minha mãe nervosa.


- Com o que, criatura?


- Com o meu mundo das maravilhas.


Leila


Ps: Bom domingo a todos Ecléticos do meu coração!

2 comentários:

  1. Muito Bom, você escreve muito bem, segue linhas populares literárias com ênfase as descrições. Se continuasse, completaria um livro! Parabéns!

    Meu blog onde também escrevo algumas coisinhas!
    http://diego-nobre.blogspot.com/

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  2. Parabéns fofolete!!!
    Muito bom mesmo o texto.
    Me mata de orgulho.

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